– Sem corpo não há crime!
Afirmei com convicção!
– Só porque tu não encontras o corpo não significa que eu não a matei. – foi a resposta que recebi.
Ficamos lá os dois na cozinha, ele com a certeza de que a tinha matado, sem ponta de arrependimento na cara. Eu na incerteza, já tinha procurado, mas não tinha encontrado o corpo.
Olhamo-nos nos olhos e acabamos por nos afastar, tentamos seguir com o que estávamos a fazer. Eu sempre a pensar que mais tarde ou mais cedo ia receber notícias, ia de certeza ouvir alguma coisa.
Parecia ele satisfeito? Mas e se… uma torrente de pensamentos negativos passou pela minha cabeça, não! PÁRA!
Só mais tarde, quando eu já estava a tirar a louça da máquina de lavar é que tive a certeza. Mesmo ao lado da torneira jazia o corpo sem vida. Sacana da MOSCA que era pequena e pelo zumbir eu pensei que fosse uma VAREJEIRA.
Atrás de mim ouviu-se:
– Eu bem te disse que a tinha matado.
Era o crime perfeito, até deixar de ser!